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Retalho

Sonae diz que União Europeia “deve ser facilitadora da inovação” no retalho

Sonae diz que União Europeia “deve ser facilitadora da inovação” no retalho
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A Sonae foi uma das empresas convidadas para debater o futuro do setor do retalho e as tendências de consumo durante um seminário organizado pelo EuroCommerce, em Bruxelas. Representada por Leonor Sottomayor, diretora de Public Affairs da Sonae, a empresa defendeu que os consumidores europeus procuram cada vez mais uma experiência de compra omnicanal e que a União Europeia deve promover políticas ativas de inovação no setor do retalho, de capacitação e adequação do mercado de trabalho.

O painel contou ainda com intervenções da Comissária Europeia para a Justiça, Consumidores e Igualdade de Género, Věra Jourová, do VP Retalho UE da Amazon, Xavier Garambois, e da Diretora Geral da BEUC, Monique Goyens.

 

Leonor Sottomayor, da Sonae, afirmou durante a sua intervenção que os consumidores querem cada vez mais uma experiência que congregue lojas físicas e online. “Na Sonae os clientes estão no centro de tudo o que fazemos, pelo que trabalhamos todos os dias no sentido de lhes oferecer a melhor experiência de compra, de forma a garantirmos a sua confiança e a conseguirmos contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor”, defendeu.

Para a Sonae, a Comissão Europeia tem um papel importante no futuro do retalho e “deve ser facilitadora da inovação e promotora de uma maior proporcionalidade na regulamentação.”

 

“A União Europeia pode ajudar a promover um ambiente que melhore a experiência do cliente, criando mecanismos para um maior apoio à inovação no retalho, promovendo uma maior proporcionalidade na regulamentação que prejudica o mercado único e implementando ações para lidar com a escassez e desadequação de competências”, diz ainda Leonor Sottomayor.

“Para que os retalhistas se mantenham ágeis e se continuem a adaptar às tendências do consumo, é importante a existência de uma política de suporte ao investimento em inovação. Adicionalmente, é necessário assegurar a proporcionalidade dos custos regulatórios. Os retalhistas europeus enfrentam elevados níveis de burocracia e reportes obrigatórios, que têm um impacto negativo no desempenho da atividade. Mais, como a regulação do setor cabe principalmente a cada Estado-Membro, existe hoje um excessivo número de taxas criadas a nível nacional que dificultam o funcionamento do mercado único”, conclui a Sonae.

 

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