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Retalho

Retalho pede ação europeia para resolver crise no Mar Vermelho

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Depois de uma disrupção causada pela guerra na Ucrânia fruto da invasão russa, com o conflito no Médio Oriente, as cadeias de abastecimento voltaram a ficar fragilizadas. Se no primeiro caso, em causa esteve o abastecimento de algumas matérias-primas essenciais, agora o problema prende-se com os ataques Houthi no Mar Vermelho, fruto do conflito entre Israel e Palestina, que fazem aumentar custos.

Assim, o EuroCommerce, organização que representa alguns dos maiores retalhistas a nível europeu, numa carta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, explica que esta problemática já teve “impactos massivos” nas empresas.

 

Fruto dos ataques a navios, as empresas de transporte marítimo têm redirecionado os navios porta-contentores para longe do Mar Vermelho, evitando, desta forma, os ataques de militantes Houthi que se multiplicaram desde o início de dezembro. Porém, este facto faz com que os preços pagos e os tempos de espera se multipliquem, o que afeta todo o planeamento e margens do retalho.

“Quanto mais tempo as transportadoras forem forçadas a mudar de rota, mais as empresas e, em última análise, os consumidores sofrerão com custos adicionais que se somam aos já elevados custos de vida na Europa”, afirmou o EuroCommerce na carta citada pela European Supermarket Magazine.

 

Para ‘fintar’ o bloqueio no Mar Vermelho, a rota alternativa definida, resulta, para quem importa mercadorias da Ásia, num desvio em torno do extremo sul de África, o que demora 2 a 3 semanas a mais para que as mercadorias cheguem ao Velho Continente, fazendo avolumar as despesas com combustível e mão-de-obra.

“Dada a magnitude dos impactos nas empresas e na cadeia de abastecimento global, apelamos a esforços contínuos, intensificados e coordenados por parte das instituições da UE e dos Estados-Membros para resolver a situação”, afirmou o EuroCommerce.

 

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