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Retalho

Moody’s diz que Dia levará “vários anos” para recuperar rentabilidade de 2017

DIA conclui aumento de capital de 605 milhões de euros
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A agência de classificação de risco Moody’s revela, num relatório de análise divulgado recentemente, que o grupo DIA “terá dificuldade em recuperar clientes que deixaram as suas lojas para irem às dos seus concorrentes”.

A agência espera que a Mercadona cresça em quota de mercado e fortaleça ainda mais o seu domínio em Espanha nos próximos meses.

 

O relatório destaca os riscos enfrentados pelo DIA, apesar da injeção de capital por parte do seu maior acionista, o russo Mijaíl Fridman, admitindo que o grupo “recuperará a rentabilidade nos próximos trimestres, mas não retornará aos níveis de 2017 por vários anos”.

“O líder, Mercadona, está a implementar um programa de transformação bem-sucedido que inclui a redução de preços, reformulação de lojas e investimentos na logística e no online”, lê-se no documento que a imprensa espanhola cita.

 

Os analistas lembraram – com base em dados da consultora Kantar – que a quota da empresa presidida por Juan Roig cresceu 1,2 pontos no último ano e, de acordo com os últimos números disponíveis, já concentra 25,7% de todas as vendas no retalho alimentar em Espanha.

Mas a “ameaça” não vem só da Mercadona. A Moody’s prevê, igualmente, que uma expansão adicional do Lidl, que atualmente ocupa a quarta posição do setor retalhista em Espanha, com uma quota de 5,6%, a apenas oito décimas do DIA, poderá fazer o grupo DIA cair ainda mais.

 

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