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Estudo

Lineares centrais das lojas estão longe de estar ‘mortos’

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Apesar da morte anunciada aos lineares situados nas zonas centrais dos supermercados, estas secções ainda contribuem para o crescimento das vendas dos retalhistas, diz a Nielsen. A empresa analisou as tendências de disposição de produtos nas lojas dos EUA e revela que apesar das zonas periféricas dos supermercados ainda serem as principais responsáveis pelo crescimento de vendas, as zonas centrais estão longe de estar ‘mortas’.

De acordo com a Nielsen, nos Estados Unidos da América, a zona central da loja alberga quatro grandes áreas: mercearias, congelados, lacticínios e bebidas alcoólicas. Comparativamente, as zonas periféricas dos supermercados dispõe, sobretudo, de produtos de padaria, frescos, charcutaria e peixaria.

Os dados publicados pela consultora no seu website mostram que nas 52 semanas que terminaram a 22 de agosto deste ano, o centro da loja foi responsável por 709,4 mil milhões de dólares em vendas nos EUA, um crescimento de 56,7 mil milhões de dólares face a 2011.

Mas que categorias estão a impulsionar esse crescimento? Segundo a Nielsen, mercearias, lacticínios e congelados registaram crescimentos anuais de vendas de 2,4%, 2,8% e 0,8%, respetivamente.

E de acordo com a empresa, estes não são os únicos segmentos em que as vendas parecem estar a registar dinâmicas positivas: as categorias de saúde e bem-estar têm registado particular interesse por parte dos consumidores.

Por outro lado, existem categorias a querer puxar o centro da loja para terreno negativo. A categoria de cereais de pequeno-almoço é uma das principais responsáveis. “Hoje, as vendas no centro da loja são afetadas por inúmeros fatores. Os consumidores redefiniram a forma como comem e quando comem e as refeições já não são apenas momentos estáticos que têm lugar dentro de casa”, refere a Nielsen.

De forma a ajudar o centro da loja a continuar a progredir, “os retalhistas precisam de entender de que forma podem chegar aos consumidores noutras localizações com produtos que respondam às suas necessidades cada vez mais diversas”, conclui.

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