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Retalho

“Vendas assentes em inflação só destroem as sociedades e as empresas a médio prazo”

Vendas da Jerónimo Martins ultrapassam os 17 mil milhões de euros
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Pedro Soares dos Santos, presidente executivo do Grupo Jerónimo Martins, esteve esta quinta-feira, dia 23 de março, a apresentar os resultados financeiros do grupo em 2022, lembrando que a inflação pode ser prejudicial a médio prazo para a sociedade.

Assumindo que o grupo beneficiou, em termos de resultados finais, com a escalada de preços, Soares dos Santos defendeu que, apesar do crescimento das vendas, este não é um bom prenúncio para a economia.

 

“Não posso negar que a inflação ajudou, mas não é deste crescimento que o grupo Jerónimo Martins gosta”, afirmou o presidente executivo, Pedro Soares dos Santos, citado pela CNN Portugal, acrescentando que “estas vendas assentes em inflação só destroem as sociedades e as empresas a médio prazo. Não permitem às empresas terem crescimentos saudáveis. A inflação é o maior imposto que afeta especialmente as pessoas pobres, retira competitividade às famílias e aos consumidores”.

Lembrando os bons resultados obtidos nas operações do grupo fora de Portugal, o gestor afirmou que os acionista começam a questionar-se sobre o porquê da aposta no país, lembrando que não tem havido investimento e crescimento em terras lusas.

 

“Não há crescimento económico neste século. Estamos cada vez mais num país que está consumido pelo envelhecimento da sua população e é cada vez mais pobre”, sintetizou neste âmbito.

Jerónimo Martins atinge 25,4 mil milhões de vendas. Portugal contribui com 4,5 mil milhões

 

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