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Economia

CSP diz que Orçamento do Estado fica “aquém das expetativas das empresas”

CSP diz que Orçamento do Estado fica “aquém das expetativas das empresas”
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A Confederação dos Serviços de Portugal (CSP) emitiu esta terça-feira (27 de novembro) um comunicado em que diz ter manifestado, numa carta enviada à Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), as suas “preocupações face à proposta orçamental” do Governo. De acordo com a organização, a proposta de Orçamento do Estado para 2019 “fica novamente aquém das expectativas das empresas e não corrige as fragilidades estruturais da nossa economia”.

Na posição enviada à COFMA, Jorge Jordão, Presidente da CSP, pede aos deputados que corrijam a proposta inicial, conferindo às empresas “a importância que realmente têm no contexto do desenvolvimento económico-social do país.”

 

Já esta terça-feira (27 de novembro), a CSP enviou uma nota às redações em que defende que “na altura em que o crescimento potencial da economia portuguesa persiste em ficar abaixo dos 2%, como indicam as últimas previsões, a CSP considera estarmos perante um Orçamento que deve ser aperfeiçoado para promover a competitividade empresarial. Tal como está, a proposta de Orçamento tem fortes condimentos eleitoralistas, sendo, portanto, legítimo poder concluir-se que, ao contrário do necessário, está a ser usada como instrumento político para a conquista de votos.”

A CSP diz ainda que a proposta de Orçamento do Estado para 2019 carece de “medidas de fundo que promovam o investimento e a competitividade. E a redução da dívida pública, que se mantém em níveis incomportáveis para um país com uma economia frágil e muito dependente da conjuntura externa, não pode ser feita sem que sejam criadas condições favoráveis às empresas.” A organização acrescenta que é necessária “uma séria aposta na previsibilidade e diminuição da carga fiscal.”

 

O Barómetro ‘Economia e Empresas’, recentemente publicado pela Confederação dos Serviços de Portugal, revela que 96% dos empresários portugueses consideram relevante (13%), muito relevante (34%) ou totalmente relevante (49%) uma redução da carga fiscal sobre as empresas.

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